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Festa de Natal A festa propriamente começou na preparação próxima com o sacramento da Reconciliação que levou os alunos à celebração da Eucaristia, na paróquia de Sto. António. Presidida pelo pároco, revivia o Natal de Jesus, tanto pelos cânticos, como pelas ofertas e demais símbolos. Não ficou registada na objectiva, talvez porque tudo o que acontece por dentro só se vê bem com o coração, como diria o Principezinho. Mas ficou certamente marcada na lembrança dos alunos, que até despertaram admiração na maneira como rezavam diante do Menino depois de receber o sacramento da Reconciliação. O mundo desorientado continua a medir o que pode fazer ou não para se conservar uma estabilidade aceitável. Não dá conta sequer que o nascimento de Jesus foi o acontecimento mais forte, mais digno, mais seguro para que a humanidade se conserve. O que as crianças e adolescentes do Colégio Laura Vicunha quiseram dizer foi mesmo isso: reparem todos, estamos felizes porque nasceu Jesus, o Salvador. Havia uma história a contar – o Cavaleiro da Dinamarca – para que todos sentissem a necessidade de estar juntos em família. A cargo do 2º e 3º ciclos deram o seu melhor para reviver em palco o que é desejar conhecer as marcas de Cristo, na sua terra, mas também cumprir a promessa de viver o calor da família neste Dia Único. E havia ainda outra história de uma estrela, cuja luz engalanou o céu, crivando completamente de luminosidade as trevas da noite. Lá vinham os Reis, os pastores, não faltou nada, excepto os animais, é verdade, para completar a ternura do presépio. Apareceu ainda um grupo dos anjos que tinha descido à terra. Eram as crianças da Infantil, cheias de luz própria acrescida do brilho fulgurante daquela festa. A grande surpresa ficou para o fim: um grupo de pais e mães vestidos de pais natais fizeram a delícia das crianças e adultos. Dançaram, tocaram, cantaram, um regozijo feliz. Pertenciam todos a alguma orquestra? Não se sabe. Os instrumentos eram dedilhados ou soprados por eles num alvoroço digno de uma pincelada de Picasso… A alegria e o contentamento assentaram arraiais no salão.Finda a festa, via-se por aqui ou por ali gente feliz, olhar desviado dos percalços da vida. Iam conversando e iam ficando. Louvado seja Deus, que espalha assim a mãos-cheias centelhas do seu amor, contentando-se com a boa vontade de todos nós. Comunidade Vendas Novas
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